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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Hiato mais que necessário


Querido blog, andei muito ausente. Difícil voltar a este hábito, ainda mais sabendo que a grande maioria dos que trocavam experiências comigo não lerá essa partilha.

De toda forma, aqui estou.

Estar sozinho purifica a alma, de certa forma. Creio ser o máximo de conforto, poder ficar a sós, comigo mesmo, durante um final de semana inteiro. Certifiquei-me de que sou uma boa companhia. 

Sendo assim, a tendência é ficar mais seletivo. Eu só trocaria essa paz em que me encontro, se fosse por alguém que viesse realmente pra somar. De problemas, eu já tenho os meus pra resolver. Sinto não ter mais fôlego pra resolver pendências alheias.

Um dos hobbies que simboliza esse semestre e esse hiato na minha vida, é o de fazer café. Sim... eu já fazia antes, mas de uma forma mais " automática ". Resolvi investir num moedor de café, em bons grãos e numa cafeteira italiana de alumínio. O café fica incrivelmente melhor. É um dos prazeres que venho me permitindo : o de começar o dia em grande estilo.

Muitos morrem de rir, mas irei completar dois anos nesta casa e não instalei serviço de internet. A meu ver, é um vício que me prejudica. Tenho me virado apenas com a internet 3G do smartphone, apenas para me comunicar, basicamente. Também não sinto falta de TV a cabo, por motivos ainda mais óbvios.

Gosto muito da analogia dos sacos de areia, com o balão subindo. É necessário se livrar de alguns pesos emocionais, para crescer. Tive que me acostumar e deixar ir algumas pessoas que fizeram parte da estrutura de um passado recente. Os dois últimos com que me relacionei, especificamente. Senti que aprendi tudo o que devia naquelas relações, espremendo ao máximo. Manter contato só me faria remexer antigas cicatrizes.



Manter amizades ? Ficou mais difícil. Para isso, é necessário ter interesses e assuntos em comum.  O tempo anda tão escasso que eu não pretendo manter uma multidão de amigos, sendo superficial com todos. É complicado manter-se informado. Não gosto de ser um amigo omisso.

Às vezes eu ficava semanas, quase um mês, sem sair de casa aos finais de semana. Não tenho sentido falta. As pessoas ultimamente não tem o mínimo de respeito pelo espaço alheio pelas ruas. É muito caótico sair. Sempre me estresso. Como exemplo, posso citar um dia em que fui na padaria da esquina e um cara, que estava se servindo nos pães, tocou neles com a mão, para sentir se estavam frescos ou não. É desse tipo de absurdo que eu falo. Esses comportamentos estranhos não são casos isolados. As pessoas perderam completamente o feeling sobre como se comportar perante as outras.

Pretendo tirar férias, em breve. Pra variar, devo me isolar... sim... mais ainda ! Viajar sozinho é uma das melhores experiências possíveis. É o auge da liberdade.

Ah... meus livros ! Como eu os amo ! Tenho investido em livros do sociólogo Bauman, que tem me enchido os olhos. Também descobri os prazeres de apreciar Fernando Pessoa e seus heterônimos. Ainda me falta um pouco mais de sensibilidade, para assimilar algumas coisas. Mas vou tentando.


Um ponto positivo foi o de eu ter me rendido ao Spotify, neste semestre. A conta Premium realmente vale a pena. Consegui vários álbuns que eu não conseguiria de nenhuma outra forma. Posto abaixo os álbuns que eu não consegui desgrudar nos últimos meses :







Além do Spotify, ter investido numa boa caixa de som bluetooth e um fone bluetooth de qualidade. Somando música, livros e café, é possível ficar bem... durante um bom tempo.

Até breve.



domingo, 4 de dezembro de 2016

Começar de novo


" Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido " 

( Começar de novo - Ivan Lins )

Não é fácil desistir de um relacionamento de quase três anos. Há muitas coisas envolvidas, mas precisei colocar tudo na balança. Minha saúde, minha felicidade, minha auto estima, minha confiança, meu respeito, minhas lembranças... enfim...

Eu era daqueles que não desistia. Não largava o osso. Me achava suficientemente bom para corrigir qualquer um. Corrigir ? Não sei se seria a palavra certa, mas consegui por muitas vezes convencer o outro a se adaptar aos meus quereres. Mesmo conseguindo, o preço é altíssimo. A questão é : Mesmo que a pessoa mude... e o que passou ? Fica pra trás ? Pensei nisso por alguns meses. Na realidade, nem as mudanças de comportamento ocorreram, nem tampouco esqueci as lambanças dele num passado recente. Ficou um ranço guardado. Parecia um câncer emocional.

Tentei perdoar quando soube que fui traído carnalmente algumas vezes. Preferi visualizar como uma etapa da vida a ser superada. Que eu poderia tentar compreender. Alguma espécie de karma, sei lá. Tentei ser superior a isso. Mas a sensação era de ter um corpo apodrecendo debaixo da cama. E o pior : só eu sentia o cheiro.

Sinceramente, me dei conta do óbvio : Não sou tao evoluído assim, a ponto de perdoar totalmente tal comportamento. Infelizmente, uma ação gerou uma reação : comecei a revidar, de todas as formas. Era como se eu tivesse crédito, por ter passado por aquele pesadelo. Um crédito que eu nunca quis ter.

Ainda querendo dar uma de forte, o levei pra morar comigo. Mesmo sabendo que a traição nunca sairia da minha mente. Ele começou a se sentir muito culpado e sugeriu abrir a relação pra mim, para que eu pudesse " dar o troco " e ficar com quem quisesse. Nunca funcionou. Vingança permitida tem gosto de café com adoçante. Ele queria se livrar do peso e eu queria que este mesmo peso o esmagasse. Um peso chamado culpa.

Somado a isso, a acomodação com os deveres na casa, a falta de ambição quanto a melhorias financeiras, a prepotência de se achar bonito demais, as pequenas manias irritantes, o fato de não saber diferenciar o que era dele e o que era meu, entre outros fatores... desgastaram o pouco que restava da relação. Chegamos a um ponto em que até o sexo estava raro, com média de apenas uma vez por semana. Patético pra quem mora junto.

Tudo se acumulou de uma forma tensa, como uma panela de pressão. Tentei durante meses, fazê-lo sair da casa. Ele se negava sempre. Achava que era apenas uma fase, que ia passar, sem o mínimo de esforço por parte dele. Numa das tentativas de tirá-lo de lá, ele quebrou alguns pertences meus, o que deu até delegacia. Um final desnecessário para alguém que se negava a enxergar o óbvio : aquela relação já tinha morrido.

Passaram-se algumas semanas e finalmente ele concordou em sair. Procurou vaga em repúblicas, onde poderia arcar com os gastos. O tempo se arrastou até que ele conseguisse. Começaram outras brigas envolvendo dinheiro que ele me devia. Arrumou várias desculpas pra não me pagar, que geraram vários surtos de cólera de minha parte.

Até que a prepotência dele teve um castigo divino. Em todas as brigas, ele cravava que eu nunca conseguiria alguém melhor que ele. O que provava que ele não vivia no mesmo mundo que eu. Sei do meu potencial. Alguns dias depois, conheci um garoto super especial, que veio até mim. Ele aceitou, de primeira, meus defeitos, meu corpo fora dos padrões estéticos, minha limitação física e minha falência emocional e financeira momentânea. Era tudo o que eu precisava para me reerguer.

Sim, eu saí de um namoro para outro. Poderia ter tirado férias ? Claro que sim ! Mas às vezes a sorte não bate duas vezes na mesma porta. O surgimento do Davi foi como uma resposta do universo a tudo que plantei. Me esforcei, plantei amor, dedicação e fidelidade. E eis que ele surgiu, como minha primavera particular.

Sobre o remorso que hoje corrói meu ex- namorado, isso já é um problema só dele.

Estou feliz.



sábado, 12 de novembro de 2016

Sinal de vida e mudança de rotina


Pessoal, eis eu aqui, de volta.
Difícil postar, sem PC em casa. Ele ainda continua na casa da minha mãe. Orçamento apertado... preferi deixar aqui, pois meu pai também usa e ainda paga a internet. Contratar só internet, pra quem fica pouco tempo em casa não é lá muita vantagem.

Acontece que não deu muito certo esta história de morar junto. Posso dizer, que até deu, durante algum tempo... mas logo as coisas desandaram. A casa, por ser pequena, não proporcionava muitos espaços de individualidade. Somando ao fato de que 90% de tudo foi comprado por mim, gerava algum atrito, volta e meia. Ele acabava fazendo algumas tarefas pra compensar o que usufruía, gerando uma insatisfação mútua : Nem ele ficava satisfeito ao fazer e nem eu, com o resultado.

Tivemos brigas que por pouco não terminaram em tragédias. Em todas elas, eu precisei sair, pra esfriar a cabeça. Nunca achei justo ter que sair, sendo eu o responsável por montar toda a estrutura de conforto da casa. Isso gerava acúmulo de raiva e sempre explodia alguma hora.

Uma diferença grande entre salários gera tensão. Eu já meio que sabia disso. Mas a disputa por poder se tornou insuportável. Principalmente quando vinha com aquela história de que os bens são " nossos ", papo geralmente de quem tá em desvantagem. Eu sempre prezei a individualidade. O relacionamento afetivo é valioso, mas os bens são de quem comprou e fez por onde. Até por isso eu tenha alergia a esses casamentos heteros que acabam com uma divisão de bens, na maioria das vezes absurda.

Ele está procurando vaga em repúblicas, perto de onde trabalha. Estamos na expectativa pra essa mudança de rotina. Nenhum dos dois sabe se a relação vai continuar. São tempos de incerteza. Mas infelizmente eu não consigo lidar com essa idéia de " fusão " , muito menos curto me sentir cercado ou obrigado a algo, por convenção social. Às vezes o que é um favor, acaba virando regra e tivemos dificuldades com isso. 

Eu terei que pagar as contas sozinho e fazer uma série de tarefas que eu não fazia. Mas vou sobreviver e dar meu jeito. Ele terá que aprender a dar valor aos bens materiais e saber administrar o próprio dinheiro. Além do mais, ele está estagnado nos estudos. Não conseguiu terminar nem o supletivo do fundamental, por preguiça. E eu, precisarei de paz, no próximo semestre, pra finalmente fazer meu TCC.

Por hoje, é isso...

Ro, obrigado pelo selo... assim que tiver tempo, irei participar da brincadeira.


Sinal de vida e mudança de rotina


Pessoal, eis eu aqui, de volta.
Difícil postar, sem PC em casa. Ele ainda continua na casa da minha mãe. Orçamento apertado... preferi deixar aqui, pois meu pai também usa e ainda paga a internet. Contratar só internet, pra quem fica pouco tempo em casa não é lá muita vantagem.

Acontece que não deu muito certo esta história de morar junto. Posso dizer, que até deu, durante algum tempo... mas logo as coisas desandaram. A casa, por ser pequena, não proporcionava muitos espaços de individualidade. Somando ao fato de que 90% de tudo foi comprado por mim, gerava algum atrito, volta e meia. Ele acabava fazendo algumas tarefas pra compensar o que usufruía, gerando uma insatisfação mútua : Nem ele ficava satisfeito ao fazer e nem eu, com o resultado.

Tivemos brigas que por pouco não terminaram em tragédias. Em todas elas, eu precisei sair, pra esfriar a cabeça. Nunca achei justo ter que sair, sendo eu o responsável por montar toda a estrutura de conforto da casa. Isso gerava acúmulo de raiva e sempre explodia alguma hora.

Uma diferença grande entre salários gera tensão. Eu já meio que sabia disso. Mas a disputa por poder se tornou insuportável. Principalmente quando vinha com aquela história de que os bens são " nossos ", papo geralmente de quem tá em desvantagem. Eu sempre prezei a individualidade. O relacionamento afetivo é valioso, mas os bens são de quem comprou e fez por onde. Até por isso eu tenha alergia a esses casamentos heteros que acabam com uma divisão de bens, na maioria das vezes absurda.

Ele está procurando vaga em repúblicas, perto de onde trabalha. Estamos na expectativa pra essa mudança de rotina. Nenhum dos dois sabe se a relação vai continuar. São tempos de incerteza. Mas infelizmente eu não consigo lidar com essa idéia de " fusão " , muito menos curto me sentir cercado ou obrigado a algo, por convenção social. Às vezes o que é um favor, acaba virando regra e tivemos dificuldades com isso. 

Eu terei que pagar as contas sozinho e fazer uma série de tarefas que eu não fazia. Mas vou sobreviver e dar meu jeito. Ele terá que aprender a dar valor aos bens materiais e saber administrar o próprio dinheiro. Além do mais, ele está estagnado nos estudos. Não conseguiu terminar nem o supletivo do fundamental, por preguiça. E eu, precisarei de paz, no próximo semestre, pra finalmente fazer meu TCC.

Por hoje, é isso...

Ro, obrigado pelo selo... assim que tiver tempo, irei participar da brincadeira.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Partindo


Bom, parecia que esse dia estava sempre  longe de acontecer. Mas estou partindo. Sairei da casa dos meus pais.

Após mais um stress de final de ano e uma quase troca de agressões com meu pai, resolvi acelerar o processo ( atrasado ) de sair de casa. Sempre tive a meta de sair aos 30 anos, mas como não havia terminado a faculdade, resolvi adiar pra 31.

Confesso que tive um bocado de sorte. Primeiro, porque meu namorado é daqueles que vai pra onde eu for... é só puxar pelo braço. Então ele topou e ficou hiper animado de ir junto. E outra : Consegui um lugar próximo de onde eu já moro, por um preço hiper acessível. 

Seria muito mais difícil me adaptar a um bairro novo. A condução ali é farta e temos de tudo por perto : mercado, banco, restaurantes, padarias, farmácias... Já moro por lá desde 1995... ou seja : desde que me entendo por gente. 

A casa não é lá essas coisas, mas também não é de se jogar fora. Fica em uma vila de quatro casas e não tenho idéia do naipe dos vizinhos. Mas era o momento de arriscar.

No segundo dia procurando ( após as festas ), encontrei esta casa. Pelo fato de a imobiliária ser a 200m de onde eu moro, fui o primeiro a ver o imóvel. Fechei antes, após visitar e gostar. Não dei sopa pro azar, sabendo da faixa de preço altíssima dos outros imóveis.

Nesse caso, não precisará de fiador ou depósito, sendo substituído por um seguro fiança. Devo conseguir uma ajuda extra de um amigo pra conseguir pagar à vista e conseguir um desconto, já que a grana está curta. Me deram o prazo até sexta, pra pagar este seguro.

Alguns amigos me deram sugestão do popular chá de panela, mas fico meio com pé atrás. Não gosto muito de pedir ajuda, porém aceito de bom grado quando ela vem. As coisas pequenas são chatas de comprar e juntas, podem custar um bom dinheiro. As prioridades pequenas serão varal, cesto de roupas, lençóis, panelas... E as grandes, eu providenciarei pra ontem : Uma cama de casal, geladeira, fogão e lava roupas. Uma grande amiga me prometeu um microondas. Deve salvar minha pele por alguns dias. Vou acabar fazendo o tal chá, mesmo tendo poucos amigos aqui perto.

Agora, é respirar fundo e partir !